terça-feira, 9 de setembro de 2008

Dor

DOR. Dói tanto. De onde vem tanta dor? Em correntes quentes pela perna num fluxo de dor... a de haver pra onde ir. Então porque não vai? E por que se junta tanta coisa a isso? E por que um osso custa tanta dor, vômito, convulsões as pernas não agüentam teu corpo meu pequeno? Então deita teu corpinho aqui no paninho. Vai ficar tudo bem. Eles estão cuidando de você, pequeno, amanhã com o sol volta a tua força, tua alegria. Deita aqui e dorme um bocadinho. Ah...dói aqui também... desculpa...eu queria ficar, mas dói. Preciso deitar. Deitar. Droga! Merda! Pra que tanto deitar? Banheiro, cozinha, sala... cansa. Volta e deita. Cansa por quê? Dói por quê? Que bom, meu Lulinha, que a saúde do país está beirando a perfeição. Então corre e avisa pra ela que ela ainda não sabe. Assim sabe e sai meu exame.
Telefone, preocupações. “Manter tudo sobre controle”. Quer mesmo que eu mantenha? O que é manter o controle pra você? Vê se escolhe bem. Não se envolve. Como? Ahn? Ah...tão cansada...perna, aquele, aqueloutro, cachorro... ai... o rádio não ajuda...ninguém está ajudando muito hoje. Nem essa porcaria de caneta que fica vazando. Vaza. Vaza. Vaza o preto da tinta, meus olhos vazam. Vazam o sal da água.
Para de doer! Esquece essoutro problema também! Muito problema numa coisa só. Imagine? Mal me agüento nas pernas e vou comprar briga. Briga perdida, carimbada selada e extraviada (palavrinha, ôxe!). Problema que não extraviou pra muito longe não! Aqui debaixo da fuça! “ Na rua em que a menina foi estuprada, lembra?”. Logo ali, perto da rua do amor platônico. Nossa! Mas tão perto? Virge! Que será que eu fiz pra merecer, ahn?. Besteira. Coisa pouca. Pior mesmo é a saúde nossa. Minha e sua...né pequeno? A do P.V também. Saúde do corpo. A dele é da alma. Demora mais. Meio mês não é suficiente. Cuide-se. Entra num ouvido e sai pelo outro. Pronto. Escrevo e pronto. Tudo se alinha. No caderno e na cabeça. A dor é fratura exposta. Exposta. Está olhando o que? Nunca viu? Nunca sentiu? Pois sigo melhor agora. Fecho o caderno, como alguma coisa, TV, cama e amanhã penso e espero. Vamos! Luta! Segue... Pego minha cruz e te sigo. Me dá a mão que te sigo. Obrigada. Te amo.

Um comentário:

Gabriel Marchioli disse...

Como é forte, como sentir na carne toda essa essencia. De merda. Quanto sofrimento. Passou. Voltou. Mensagens. Contextos. Nada de se entregar heim. Tô aqui.Longe. Mas aqui. se precisar. Posso estar aqui e alí. Por quantas vezes ainda distante e tão perto? besteiras. além. Obvio do oculto do maduro fortalecimento infantil. Ufa. Credo. Aff. Pára. Não queria mesmo desligar. faz bem falar com voce. E o diálogo flui. Fluiu. Onde vc ta agora? Eu, sentada. Voce? Deitado. Há os remédios ainda não ajudaram né. É. São fortes? Ainda não sei. Talvez! Mas porque? responde! Dá o remédio. Não é o mesmo que passa aqui. que passa ali. Quando passa aqui.Acho que piora ali. Ixi. Outro texto. sei lá... A gente gosta mesmo. E cade ele? Não sei. Me fizeram sair do meu cantinho. Nãso acredito. Mas porque? Porque eram, pra eles, melhor. Meu amor. E pra voce? A, fazer o que, chorar mais? Acho que as lágrimas secaram. Lágrimas? Que isso? E agora? Amo também. Mas não vou dizer tchau não. Isso dói. Tudo bem. Demais.