terça-feira, 9 de setembro de 2008

Domingo

Domingo. Comida de domingo. Família reunida. Reunida entorno da mesa, da pia, da louça. Os braços dados numa corrente, até os ausentes, presentes. No coração de cada um. Tão bom... Abraçar meu avô... Sorrir com as “meninas” na cozinha. Pegar minha “magrela-gorda” no colo. É bom ouvir palavras doces das pessoas, que sentiram sua falta. Surpresas. Cara nova. Cabelo novo. Força nova.
“Que bom que você está aqui... Alguns domingos foram tão quietos sem você. Parece que a casa fica triste...”. Coisa mais bonita que já se ouviu. “Seu rosto está mais bonito, estava muito magro da última vez.” Ai meu Deus! Eu to gorda... “E a vida como está? A faculdade... a vida amorosa...?” Amorosa? Que amorosa?? Rsrs “Não precisa contar tudo não... só por cima mesmo... longe de mim...” (riso geral). Que bom. Não saberia bem o que dizer mesmo... “Tanta” vida amorosa né? Hahahahaha... Ai ai... Adoro...
Mas sabe... Queria tanto estar ali. E estava. Mas faltava. Minha tia falou em silêncio. É bem essa a sensação da falta. A do silêncio. Seu silêncio foi gritante nesse domingo, meu irmão. Mas nossos domingos passados hão de preencher esse vazio. Esse silêncio. Essa falta. E quem sabe no outro domingo vai estar.

Um comentário:

Gabriel Marchioli disse...

O silencio é o que constrange. As palavras ditas são esquecidas. Mas o silencio não. Reflete a falta. Desejos. Mostra tudo o que quer. E vai embora. Já as palavras...