terça-feira, 9 de setembro de 2008

Posto de saúde

05:00h am. “Acorda... acorda... Se agasalha, ta frio lá fora.” “Nossa mãe! Que banco gelado... A pessoa vem aqui doente, senta nesse banco e piora! Rsrsrs”. A dor... Não há posição em que a perna fique e a dor pare... Acho que vou ficar resfriada... Nada de reclamar... É óbvio que tem dor. Mas não há necessidade de se expandir a ela. Ela já se preocupa tanto. Mãe. Palavra pequena. Significado sem igual.
Tem um senhor aqui com enfisema pulmonar. Estava tão frio... A camisa dele tão fina. Fina. Pesada. A risada tão pesada. A voz grave. Ele não parece triste. Cansado, sim. Mas ele sorri. Mãe! Vamos ver o sol nascer lá fora? “Sua perna...”. Rapidinho... O sol ta nascendo cor-de-rosa...

Obs: “Ele era um falso-médico. Mas pra mim ele foi ótimo! Ele podia ter me matado, mas me deu uma injeção e a dor passou...” Riso geral no posto

Um comentário:

Gabriel Marchioli disse...

O mundo desaba. Flores murcham e sol está lá. Brilha. Cresce. E vai embora. A dor da partida. A saudade. O receio do não retorno. A demora. A dor. o silencio. A nostalgia.